“The older I grow, the more I distrust the familiar doctrine that age brings wisdom.” - H.L. Mencken

09
Fev 15

Quando não há nada a perder, há tudo a ganhar?
Porque é que só nos mostramos a sério, naquilo que realmente somos, quando não temos nada a perder? Não devia ser ao contrário? Não devíamos mostrar-nos a sério quando temos algo a ganhar? Porque não vimos a questão ao contrário? Porque é que não lutamos a favor de algo e não contra? Porque é que lutamos contra o vazio iminente e nunca a favor de algo sempre repleto? Porque é que só entramos em acção quando encostados à parede, quando nos ameaçam, quando nos metem medo? Porque é que só damos o nosso melhor nestas alturas, nunca evitando que lá se chegue noutras?
Porque é que insistimos em dar razão à máxima que diz que só se dá valor ao que se perde?   
E o valor que se dá ao que se ganha? Não vale nada por comparação?
Quando há tudo a ganhar, porque é que se pensa primeiro no medo de perder? E porque é que esse medo fala mais alto, congelando-nos no lugar, do que o desejo de tudo ter?
Mas porque é que não haveremos de ter tudo? Porque é que não haveremos de ir atrás, sem medo? O que é que temos a perder a não ser o medo do medo em si?
Se não há nada a perder e isso é confortável, então aí é que se perdeu e perde mesmo tudo.  

publicado por Sónia às 12:23

Fevereiro 2015
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