“The older I grow, the more I distrust the familiar doctrine that age brings wisdom.” - H.L. Mencken

21
Mai 15

Termos substituído a forma como se vê e se vive o mundo por um ecrã e teclado tem os seus quês. Se há dias em que tudo isso é pouco, demasiado pouco, em que tudo quanto ansiamos e queremos (e precisamos) é sermos vistos, é vermos, é sentirmos outra coisa que não o plástico rijo das teclas, há outros em que sermos invisíveis, não termos que ver, não termos que sentir nada nem ninguém, é o máximo que se consegue arrancar da (má) vontade do dia.  

É um oito e oitenta difícil de gerir. Mas há mesmo alturas em que sermos apenas umas letras e palavras que aparecem noutro ecrã é tudo quanto se consegue e quer ser.

Olhem, mas não vejam, pensamos enquanto carregamos no enter para enviar mais uma data de palavras que, do outro lado, confirmam que existimos e estamos cá.

Se essa existência, por vezes, é dolorosamente cruel e insuficiente, há outras em que é a única que conseguimos suportar.

publicado por Sónia às 18:42

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